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Starter para a Oktoberfest |
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Dom, 05 de Setembro de 2010 18:19 |
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Foi preparado o Starter para realizarmos uma típica lager âmbar européia. A vontade que surgiu foi a de fazer uma leva no estilo Oktoberfest. Esse estilo procura resultar uma cerveja fácil de tomar e de digerir para poder acompanhar pratos pesados típicos alemães.
O estilo também é chamado de Märzen, nome que vem justamente do mês de março, pois foi conhecida por ser elaborada no final do inverno para aproveitar as temperaturas ambientes ideais em um tempo onde o controle das temperaturas era difícil. A cerveja ainda ficava maturando em lugares frios durante todo o verão para ser servida durante a famosa festa alemã de outubro, a Oktoberfest.
O estilo caracteriza-se pelo perfil maltado e uma ponderada utilização dos lúpulos nobres alemães. O sabor e aroma do malte devem prevalecer deixando a presença dos lúpulos para segundo plano. A utilização dos maltes do tipo munique e viena são tradicionalmente indispensáveis em grandes quantidades.
A cerveja também deve ter uma ótima atenuação na fermentação para chegar às características do estilo, motivo pelo qual é importante dar a devida atenção na preparação de um Starter (preparado de extrato de malte e nutrientes para aumentar a quantidade de levedura e assegurar uma melhor fermentação).
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Últimas produções |
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Dom, 29 de Agosto de 2010 12:06 |
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No final de julho ainda sairam duas levas. Uma nova versão da Blonde 6 foi feita com fermento Trapista e uma nova versão da Steam com o California Lager. A cada nova leva a preocupação volta-se no afinamento da receita, aprimorando a cerveja e suas características, observando o resultado do conjunto, da cor, do creme, da carbonatação. Sigo perseverante em alcançar a cada leva uma versão mais acertada, mais interessante. A maturação desenvolveu-se durante 21 dias para a blonde e 28 para a Steam.
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Helles no camping |
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Dom, 15 de Agosto de 2010 17:24 |
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Neste final de semana rolou uma brassagem ao ar livre. A convite do André Braga, brasileiro residente de Zürich, participei neste sábado da fabricação de 35 litros de uma Münchner Helles no camping as bordas do Lago de Pfäffikon. André estaciona seu trailer de veraneio neste pitoresco camping próximo de Zürich e neste verão começou a organizar brassagens de cervejas ao ar livre com a participação dos vizinhos de barraca.

A fabicação da cerveja acabou sendo o acontecimento da tarde no camping com a participação de uma dezena de interessados no assunto. O bacana foi ver o improviso e a descontração com que rolou cada processo da produção desta lager que teve a colaboração do cervejeiro caseiro suiço Peter Meile vizinho de André no camping. Pura coincidência dois cervejeiros num mesmo camping.
Após a separação do mosto, enquanto os cervejeiros iniciavam a fervura, as mulheres presentes faziam um autêntico pão de cevada guiadas por uma profissional da área também acampada por perto.

O processo de fabricação foi acompanhado com degustações das últimas levas caseiras engarrafadas.
Apresentei para a turma reunida quatro versões de American Pale Ales, a Steam Dream e a Miga Proibido que foram apreciadas pelos bravos cervejeiros de plantão. André apresentou sua excelente Oktoberfest seguida de algumas garrafas da sua equilibrada Münchner Dunkel.
A harmonização foi por conta de uma bela picanha fatiada, antecedida de um variado prato de linguiças, sem contar as fatias de melão apresentadas pela Tânia que intercalaram as últimas degustações da noite, hidratando e nutrindo os mesmos cervejeiros de plantão.
Fotos.
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Fotos da Old Ale |
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Ter, 03 de Agosto de 2010 19:16 |
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Abrimos mais algumas garrafas da Old Ale fabricada no início do ano. Com 6 meses de garrafa ela evolui bem, o treacle mais evidente esta entrosado com o malte e o álcool, resultando num corpo equilibrado. Fotos da Old Ale
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Notas e comentário dos confrades ! |
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Ter, 27 de Julho de 2010 17:31 |
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Duas cervejas que fiz no final do ano passado e outras duas do começo deste ano foram inseridas pelo Ricardo do BREJAS no ranking do sitio cervejeiro e avaliada por alguns confrades que participaram das degustações. O retorno de apreciadores conhecedores no assunto é muito interessante e gratificante para qualquer cervejeiro! Ainda por cima tive sorte da galera ter curtido as levas! MigArtesanal
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Temperaturas de fermentação |
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Qui, 22 de Julho de 2010 18:42 |
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As temperaturas de fermentação disponíveis no seu sistema de fabricação de cervejas acabam te guiando na direção dos estilos a serem escolhidos e que estarão mais adaptados para o tipo de levedura utilizado. Sabemos que as leveduras se diferenciam basicamente entre aquelas que são eficientes em baixas temperaturas, resumiremos entre 9°C e 14°C ( as que fazem a cerveja Lager ) e outras que trabalham em temperaturas mais elevadas, em geral entre 17°C e 24°C ( que fazem a cerveja Ale ).
A levedura é um fungo, um microrganismo vivo unicelular pertencente ao reino vegetal capaz de se multiplicar com oxigênio, mas também capaz de viver sem ele. Em sua ausência a levedura fermenta parte dos açucares do malte transformando-os em álcool. Ela colabora também para definir um caráter e um sabor que podem ser manipulados através das temperaturas usadas nos processos de fermentação e maturação indicando aspectos florais, frutados ou minerais a serem evitados ou evidenciados dependendo do estilo fabricado.
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Labora labora |
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Qua, 14 de Julho de 2010 18:13 |
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A arte da fabricação de cervejas caseiras exige trabalho. Os processos de higienização, preparação, fabricação e manutenção são numerosos e variados. Você simplesmente não para de trabalhar para as cervejas se decidir manter um ritmo de produção intenso. Fora disso, muito tempo é consagrado à leitura, pesquisa e elaboração de receitas, sem contar a vazão de tudo aquilo produzido, degustações, encontros e contatos. Para conseguir toda essa dedicação é preciso ser completamente aficionado pelo nobre líquido.
Relacionar com apenas um processo de fabricação já é necessário muita atenção e controle, porem se decidir continuar fazendo outras receitas e administrar três, quatro ou cinco levas ao mesmo tempo, tudo isso pode tomar conta de sua vida e transformá-lo em um trabalhador non stop. Julho acabou virando férias das brassagens, mesmo assim as construções das futuras receitas não param...
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Degustações durante a Copa |
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Dom, 04 de Julho de 2010 15:18 |
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Chegamos à última semana da Copa da África e os destaques entre as cervejas degustadas neste tempo foram a Pale Ale Hop Character, a Steam Dream, mas também a Bitter degustadas em diferentes ocasiões durante jogos da Copa.
A Bitter versão chope foi apreciada na tarde de sábado durante o Uruguai 2 x 1 Coréia. Pelo menos 15 pessoas puderem conhecer essa Summer Strong Bitter, que revelou características refrescantes e suave amargor permitidos pelo East Kent Goldings distribuídos para atingir 37 IBUs. A cerveja acabou rápido e suscitou um retorno positivo, se destacou pelo corpo levemente reforçado com as suaves parcelas de malte cristal transformados nos apenas 5% ABV. A cerveja ficou clara, bem levemente cobrejada.
A Steam Dream foi provada em algumas ocasiões. Esta lager californiana (pela sua característica de fermentação) também surpreendeu positivamente. Tanto a versão garrafa ou chope apresentaram drinkability sem incomodar. Fácil de tomar, também foi consumida rapidamente apesar de apresentar um corpo mais robusto se comparado as representantes comerciais do estilo. Entre outros assistimos Brasil 3 x 0 Chile com ela.
Já a Miga Pale Ale acabou sendo rebatizada de Hop Character porque veio arrebentar o paladar de lúpulos! O resultado agradou para os apreciadores de cervejas onde a planta reina. De cor dourada clara densa, creme regular, mediamente carbonatada predominando o aroma intenso de lúpulos. Na boca o amargor médio sugere mais lúpulos no paladar, finalizando refrescante num corpo leve. Ela também ficou fácil de beber apresentando 5,2% ABV.
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Copa do Mundo - Cerveja Caseira e Futebol |
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Sáb, 19 de Junho de 2010 07:24 |
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A primeira semana da Copa da África possibilitou uma overdose de futebol internacional sem descanso trazendo de volta tradições e lembranças para aqueles que sempre viveram esta competição.
Copa do Mundo é bom porque é de quatro em quatro anos, acaba criando um ciclo, esta impregnada na memória e no inconsciente coletivo fazendo parte da história das nações, revelando conquistas, polêmicas e personagens irreverentes. A máquina mediática e o marketing investido no evento cansam e o tema desperta paixões contagiando uma grande maioria.
O futebol é o esporte mais popular do planeta e o confronto entre países dentro de um enquadramento oficial vive de sua tradição e nos faz pertencer a um lugar. A cerveja também é a bebida mais popular do planeta e quase que indissociável do futebol, nos faz descobrir características regionais, também nos anexa uma identidade ou uma característica de estilo.
Ficam então inevitáveis algumas pausas nas atividades cotidianas para seguir este evento, muito bem acompanhado de cervejas caseiras.
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Fotos da visita na Abadia de Achel |
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Ter, 08 de Junho de 2010 18:46 |
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Finalmente tive tempo para voltar às fotos das viagens de Abril. No dia 1° de abril saímos de Luxemburgo pela manhã. A primeira parada foi duas horas mais tarde, no Brouwland, distribuidor de insumos especializado em cervejas, vinhos ou licores. A loja é um verdadeiro paraíso para cervejeiros caseiros, soluções de fabricação e impressionante variedade de matérias primas de primeira qualidade.

A meia hora de carro dali chegamos à abadia de Achel onde aproveitamos para um aperitivo, com as excelentes trapistas produzidas dentro das dependências do monastério. A "cantina" da abadia é bem agradável e as cervejas deliciosas.

O que mais impressiona é o "mercadinho" da abadia que fica a 200 metros dali ainda dentro dela. O estoque do depósito de cerveja assusta pela variedade de cervejas belgas, além de todas as trapistas, uma enorme escolha de rótulos pode ser adquirida ali.
Fotos da visita na Abadia de Achel
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Specialty Ale |
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Seg, 31 de Maio de 2010 17:01 |
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Passou tudo muito rápido! Já terminamos maio completando cinco meses de 2010. O mergulho artesanal foi intenso de brassagens, leituras e degustações. Gostei muito do resultado da Tripel, da Old Ale e da Dark Strong Ale feitas neste período. Três estilos distintos que devem ser desgustados em momentos diferentes, talvez em dias diferentes.
A Old Ale ficou com aroma e gosto sutil do treacle (melaço inglês) bem combinado com o malte proeminente e suaves lúpulos. Apresenta cor cobre translúcida com creme médio, cai bem em noites mais frias. A Dark Strong também me agradou bastante. Encorpada, ficou um pouco mais refinada que as antigas versões. Forte, bem equilibrada, apetitosa e não enjoativa. A combinação de maltes foi acertada. Cairá muito bem no inverno. Abril e maio foram marcados pelas levas americanas e inglesas. Bitters e Pale Ales. Para junho, o trabalho de engarrafamento será intenso também.
A última cerveja de maio foi feita ontem, mais uma Belgian Specialty Ale, onde foi permitido flocos de wheat e aveia, xarope belga e maltes caramelo...
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Feriados de Maio |
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Ter, 25 de Maio de 2010 17:49 |
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As experiências na fabricação de cervejas no estilo Pale Ale se prosseguiram no mês de maio aproveitando alguns finais de semanas gordos devido inúmeros feriados. Para aprofundar bem no clássico estilo pale ale, acabou saindo três levas, cada qual com composições diferentes de maltes e lúpulos. Além de lúpulos Cascade também usei lúpulos Amarillo em uma delas. Os maltes foram somados sempre ao pale ale de base, levando pequenas quantidades de wheat, cristal, ou munich e biscuit ou carapils e caramunich ...
Entre outras, foram engarrafadas a blonde feita no 18 de abril e a bitter feita no 23 de abril.
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Classic Pale Ale |
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Dom, 16 de Maio de 2010 15:10 |
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Os trabalhos dos últimos dias foram dedicados à elaboração de uma Classic Pale Ale. Já faz algum tempo que cervejas como a Sierra Nevada Pale Ale e a Classic Pale Ale da Flying Dog estão presentes no meu imaginário como referências de pale ales americanas de interessante equilíbrio e excelente drinkability.
As pale ales americanas se diferenciam das inglesas basicamente nas variedades locais utilizadas em cada pais de maltes, lúpulos, fermentos e mesmo na qualidade da água utilizada dentro de parâmetros de estilo idênticos. As americanas também se apresentam normalmente em versões mais claras, com menos presença de malte caramelo, menos corpo resultando de fermentações mais neutras e maior evidência de lúpulos no sabor e no aroma.
Foi assim que resolvi construir essa Classic Pale Ale com insumos americanos, lúpulos Cascade e fermento US-05. O exercício do late hopping foi sem moderação evitando o exagero, mantendo um nível de amargor relativamente baixo, introduzindo a maior parte de lúpulos nos últimos minutos da fervura.
A idéia é alcançar um corpo médio/leve e obter uma refrescância saborosa com perfume bem evidente dos lúpulos, deixando-a suave e fácil de beber.
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Pilsen |
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Dom, 09 de Maio de 2010 09:35 |
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Neste final de semana meus esforços se concentraram na realização de uma Pilsen.
Bom, o nome Pilsen foi tão difundido pelo mundo comercial para identificar suaves lagers claras, que a confusão se estabeleceu e muitos usam o nome Pilsen para identificar alguns exemplos de Light Lager muito comercializadas em grandes países como Brasil.
Pilsner originalmente é uma cerveja típica de uma região na República Tcheca. As primeiras Pilsners foram elaboradas na região da cidade de Plzeň, conhecida pelas culturas de cevada de alta qualidade e da espécie de lúpulo Saaz, uma variedade nobre e refinada.
A qualidade da água encontrada nessa região, bem leve em minerais, usada para elaborar essa Pilsen também colaborou para diferenciar e lhe conferir características próprias, que designarão mais tarde o estilo Bohemian Pilsner, que define o exemplo comercial Pilsner Urquel, a cerveja original que deu o nome ao estilo.
Dentro da Republica Tcheca o nome Pilsner é uma apelação acordada apenas as cervejas fabricadas na cidade de Plzeň. Na própria República Tcheca existem varias outras Bohemian Pilsners que são rotuladas apenas com o nome da cerveja, sem mencionar Pilsener.
Porem fora de suas fronteiras o estilo Pilsen foi muito imitado e o nome bastante utilizado no decorrer do século XX para identificar muitas Pilsners fabricadas nas regiões vizinhas e principalmente na Alemanha a ponto de criar um estilo próprio para as interpretações alemãs.
Nestas condições, para melhorar a compreensão desses estilos, em meados dos anos 90 a Association of Brewers, acabou por criar o estilo German Pilsner que se diferencia principalmente por um corpo sutilmente mais leve, que deixa a sensação de lúpulos mais marcante devido também à utilização de águas mais ricas em sulfato de cálcio e disseminando a utilização de variedades nobres de lúpulos alemães como o Hallertau Mittelfruh.
Mais tarde será definido também um terceiro estilo, o Classic Americam Pilsner, uma versão reforçada da German Pilsner inteiramente feita com insumos americanos, incluindo outros adjuntos como até 30% de flocos de milho e que acabou se diferenciando como um estilo à parte.
Portanto hoje, quando cervejeiros decidem que irão fazer uma cerveja Pilsen, considerarão como referência os estilos definidos pelo BJPC, e estipularão, por exemplo, o índice de amargor em IBU a ser atingido (que nessas Pilsens deve situar-se entre 25 e 45 IBU para as Germans e 35 e 45 IBU para as Bohemians) e saberão se suas receitas correspondem aos estilos mencionados.
Muito importante para fazer uma pilsen dentro do estilo é usar maltes de base bem novos e de cor clara da Europa continental, como por exemplo, um pilsen malte. Se a escolha for pelo clássico Bohemian Style Pilsner o lúpulo utilizado deverá ser o Saaz, também bem fresco. Já para uma German Style Pilsner, a substituição pode passar por variedades alemãs como o Hallertau, Tettnanger e outros ...
A característica da água utilizada também influenciará no resultado. Para a Bohemian Pilsener a recomendação é usar água com baixa quantidade de minerais presentes. Já na German Pilsner a água pode apresentar um índice um pouco maior de alguns minerais que contribuirão para realçar o amargor e as notas de lúpulos na cerveja.
A Pilsen elaborada hoje vem com 100% de malte Bohemian Pilsener, do fabricante Weyermann, que foram introduzidos por infusão diretamente a uma temperatura de sacarificação de 64°C, para deixá-la mais seca e bem atenuada, com uma rampa final de 10 minutos nos 72°C para um mash out nos 76°C. A inspiração veio mesmo de uma German Pilsner e os lúpulos escolhidos seriam os alemães Hallertau Tradition e Mittelfruh.
Acontece que a eficiência do sistema mais uma vez surpreendeu e a gravidade original do mosto marcou 1052, um pouco alto para uma German mas aceitável numa Bohemian.
Outro fator muito importante nas lagers claras é sua susceptibilidade às contaminações. Essas cervejas por serem mais simples, leves e claras, apresentam grandes riscos de evidenciar off flavor ou características não requeridas nas cervejas. Serve também de excelente teste para verificar se seu sistema esta bem adaptado e bem higienizado.
O fermento inoculado foi o 2124 Bohemian Pilsen da Wyeast. Calculada anteriormente a quantidade necessária, foi introduzido a 19°C com a mesma temperatura apresentada no mosto, que logo antes disso, foi areado de forma importante. Depois, fui gradativamente abaixando a temperatura até atingir os 10°C após 12 horas.
Também importante é não se esquecer de fazer o diacetyl rest após ter acabado a fermentação primária mantendo alguns dias a temperatura na casa dos 15°C para eliminar o diacetil. O diacetil pode ser comparado com o sabor de manteiga e cheiro de saco de pipoca de microondas. Principalmente em lagers pode provocar notas rançosas. Ele é produzido no processo de fermentação mas também pode ter resultado de uma infecção bacteriana.
Após então respeitadas as temperaturas, uma temperatura de 4°C no momento da fermentação secundária, na maturação da cerveja é permitida por ainda quatro longas semanas.
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Saint Bernardus Brouwerij |
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Qui, 06 de Maio de 2010 20:36 |
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A aventura pelo oeste belga se prosseguiu pela região de Poperinge conhecida por suas plantações de lúpulos e considerada a capital belga da planta. É nesta época do ano que a germinação acontece e as plantas ainda não são visíveis. Pelos campos da região vimos as estruturas de madeira em pequenos terrenos por todos os lados.

O humulus Lupulus pertence a um gênero da família cannabinaceae. É um herbáceo perene, volúvel, vivaz e robusto que cresce no hemisfério norte. Vigorosa, a trepadeira desenvolve-se rapidamente e pode atingir seis metros de altura. Na fabricação de cervejas utiliza-se somente a planta fêmea, que produz os requisitados cones que apresentam grandes quantidades de resinas amargas e óleos essenciais.

Vale lembrar que além do sabor, do aroma e é claro do característico amargor, os lúpulos contribuem ainda para a estabilidade microbiológica e físico-química das cervejas agindo como anti-séptico e conservante, além de apresentar efeito digestivo e relaxante, abrindo o apetite e fortalecendo o sistema nervoso.
No centro de Poperinge existe o Hopmuseum. Ali encontramos a história da cultura da planta, através de exposição com belas ilustrações e fotos.

Continuamos o passeio pela Trappistenweg, uma longa rua que liga o vilarejo de Abele com o vilarejo de Watou. Nossa parada foi no meio do caminho na Saint Bernardus Brouwerij, conhecida por fabricar uma das cervejas mais bem cotadas dos principais rankings de cervejas internacionais. É ali mesmo que é fabricado todos os rótulos da cervejaria, numa produção que alcança anualmente 1.700.000 litros de cerveja e que é exportada para muitos países europeus e intercontinentais.

A história da cervejaria é diretamente ligada as abadias Cistercienses dos monges trapistas de Mont Des Cats na França et St. Sixtus de Westvleteren na Bélgica não muito longe dali.
No final do século XIX a fazenda de Notre Dame de St. Bernard serviu de refugio aos monges trapistas franceses perseguidos pelos anticlericistas. Surgiu então uma fabricação de queijos que continuou se desenvolvendo após o retorno dos monges para a França.

Em 1945 a abadia de Saint Sixtus decidirá de parar de fabricar cervejas dentro do seu monastério e cederá a licença para a fábrica de queijos Saint Bernardus que construirá novas instalações para produzir as cervejas de Westvleteren. No ano seguinte a fazenda decidirá se dedicar exclusivamente à fabricação das receitas originais destas interessantes cervejas.
Durante quase 60 anos a Saint Bernardus Brouwerij produzirá então os três tipos de cervejas dos monges da abadia de Saint Sixtus.

Esta colaboração se terminará em 1992, quando as abadias trapistas definirão exigências de qualidade e do modo de produçâo para os produtos selecionados pelo selo Trappist, trazendo a fabricação de volta para abadia de Saint Sixtus.
A partir dai a Saint Bernardus Brouwerij continuará sua produção das cervejas Pater 6, Prior 8 e Abt 12, mas não poderá mencionar Saint Sixtus e iniciará a fabricação de mais um estilo, uma blonde chamada St Bernardus Tripel .
Recentemente mais três rótulos fazem parte da família. A Saint Bernardus Blanche, a Watou Tripel e a Bières de Grottes.
Atualmente, a fabricação se faz em instalações com capacidade de 10.000 litros. O mosto que é feito hoje passa pela fermentação primária e entra num longo período de acondicionamento (quase dois meses de maturação). A cerveja então é refermentada na garrafa. As garrafas ainda ficam mais um mês nos depósitos da Trappistenweg antes de serem distribuidas.

A totalidade de lúpulos utilizados na produção de suas cervejas é cultivada neste terreno que fica ao lado da cervejaria. As variedades plantadas são Magnum, Target, Saaz, Fuggle e Golding.
Fica aqui a dica de outro lugar imperdível quando se passa pela região. Trata-se do Noel Cuvelier’s, localizado na Abelstationsplein 30, um distribuidor de cervejas que fica dentro de uma fazenda do vilarejo de Abele. Lá você fica rindo sozinho ao ver a quantidade e a variedade de cervejas belgas oferecidas a preços imbatíveis. O excelente Beer Shop do Sr. Noel figura na lista dos top10 do belgiumking.com que oferece interessantes endereços cervejeiros na Bélgica.
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Dark Strong na garrafa |
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"Ora et Labora" |
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Seg, 26 de Abril de 2010 21:06 |
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A semana foi intensa na manutenção e na observância das cervejas em processo de fabricação. Foram engarrafadas a First California e dois dias depois a US Amber, enquanto a Blonde de Printemps seguiu na fermentação primária a todo vapor, a transferência deve ser feita amanhã. Já a Steam Dream entrou na terceira semana de maturação nos 7°C e deve ser engarrafada até sexta. Para completar neste último final de semana rolou uma interpretação de uma Bitter inglesa inspirado pelo concurso da AcervA Paulista. As atenções foram em busca de um corpo médio de amargor correto, priorizando a facilidade de beber numa versão Summer sem perder as características do estilo! O fermento usado foi o 1968 London ESB Ale da Wyeast que começou após algumas horas e segue trabalhando corretamente na temperatura de 19°C.
" Ora et labora " !
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A rota trapista continua |
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Sáb, 24 de Abril de 2010 15:45 |
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Eram onze horas da manhã. Vínhamos de Rotterdam, Breda e entrávamos na Belgica pelo norte em direção Antuérpia. Os meninos dormiam profundamente, a temperatura agradável ajudou e o silêncio prevaleceu. Saímos da auto-estrada na altura de Loenhout seguindo Sint Lenaarts e Malle.
Passamos por lugares prósperos, vimos belas fazendas e bonitas casas na entrada do vilarejo limpo e organizado de Westmalle e finalmente localizamos a abadia Notre-Dame du Sacré-Cœur de Westmalle após exuberante caminho de grandes árvores.

Paramos um instante e caminhamos. Conversamos com pessoal da recepção da cervejaria e demos a volta para bater fotos. Eram onze e meia e resolvemos nos instalar no terraço do novo Café Trappisten que fica a quinhentos metros da abadia.
Estacionamos o carro em frente ao terraço e ao lado do parque infantil lúdico do café. Neste momento os meninos acordaram, abriram os olhos e tiveram uma primeira visão que os deixaram logo de bom humor.
No mesmo grau de motivação descemos rumo ao estabelecimento cada qual para seu lugar preferido. A meninada correu para os brinquedos e os adultos se instalaram no terraço. O sol generoso nos oferecia as primeiras tardes quentes de primavera e o desejo era de explorar a casa trapista.

Todos os produtos fabricados dentro da abadia estão disponíveis ali, no Café Trappisten, um estabelecimento moderno, renovado do antigo e histórico café destruído após um incêndio.
Grande e confortável, o restaurante e bar oferece os dois estilos de cervejas fabricados pelos monges em seus envasamentos variados, que podem ainda serem acompanhados pela restauração harmonizada de queijos e produtos trapistas. Aproveitamos principalmente da Dubbel na pressão, afinal ela é um pouco mais rara em bares fora da Bélgica. O destaque ficou por conta da fórmula half Dubbel half Tripel proposta no cardápio. A idéia é misturar meia garrafa da Trípel com meio chope (pressão) da Dubbel.

Os monges trapistas da abadia de Notre-Dame du Sacré-Cœur de Westmalle começaram a fabricar cervejas já no século XIX.
Em 1836 foi construída no interior da abadia a primeira sala de trabalho adaptada para a fabricação de suas próprias cervejas artesanais.
Vinte anos mais tarde os monges se confrontaram com o interesse crescente pelas suas cervejas e começaram a vender algumas caixas nos portões da abadia.
Com o aumento da procura destas cervejas no final do século XIX as instalações passaram por reformas e foram modernizadas para atender as encomendas e manter a qualidade de seus produtos.
A partir de 1920 negociantes apareceram e expandiram a comercialização das cervejas, que começou a ser distribuída para outras regiões, exigindo nova evolução.

O sucesso das cervejas Westmalle atravessou o século e a abadia continuou renovando suas instalações e hoje sua cervejaria é automatizada e computadorizada, o que permite produzir em maior escala os estilos de cervejas fabricados.
São eles: a Tripel e a Dubbel. Um terceiro estilo chamado L‘Extra de Westmalle é fabricado exclusivamente para consumo interno do monastério. A seguir descrevo as características destas renomadas trapistas :
A Tripel Westmalle é considerada a “mãe de todas as tripels” pois é um clássico referencial do estilo, que caracteriza cervejas claras de alta fermentação e bem alcoólicas. Essa trapista dourada clara é refermentada na garrafa durante três semanas o que ajuda a produzir finalmente os seus 9,5% de volume alcoólico. Complexa, exala um aroma frutado com perfume de lúpulos pronunciado. Na boca, chega refinada com o amargor sustentado pelo gosto frutado e levemente adocicado pelo malte, com final longo e saboroso. Foi fabricada a primeira vez já no primeiro ano da cervejaria (1836), mas sua fórmula atual data de 1956. A cerveja também é proposta em garrafas de 750 ml. Nessas garrafas a cerveja passa por uma maturação sutilmente diferenciada o que acaba refletindo no sabor da cerveja, seu aroma fica levemente mais adocicado e maduro e a cerveja apresenta um toque de baunilha. Suas características evoluem com o tempo na garrafa. Com três meses de garrafa o frutado é o mais dominante. Após seis meses, seu amargor de lúpulos ganha espaço em relação ao frutado, mas é com um ano que temos uma cerveja bem balanceada entre o amargor e o frutado. Guardá-la mais de um ano pode deixá-la excessivamente adocicada devido à perda progressiva do amargor. O conselho ai é deixá-la harmonizar-se ainda mais por quatro ou cinco anos.
A Dubbel Westmalle, é sem dúvida outro clássico do estilo! Escura, sua cor é marrom avermelhada densa com creme bege, revela-se cremosa e oferece um sabor rico e complexo, frutado com amargor muito bem balanceado, sobressaindo fortes notas de malte caramelo, terminando com um surpreendente final longo, seco, amargo e refrescante. A base da receita desta cerveja vem das primeiras décadas do século XX. A Dubbel é a única Westmalle também servida na pressão. A versão em barril também evolui de maneira um pouco diferenciada se comparada com a versão em garrafa. A versão em garrafa tem um final mais seco e amargo. Na pressão nota-se um pouco menos o frutado mas o poder do malte caramelo é mais evidente deixando o final suavemente mais doce.
Mais fotos aqui
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Blonde de printemps |
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Dom, 18 de Abril de 2010 21:56 |
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Foi uma blonde ale que fizemos neste domingo. Desta vez foi elaborada uma receita bem ao estilo franco-belga usando lúpulos Strisselspalt cultivados unicamente na Alsacia. Esta variedade francesa tem características aromáticas refinadas, muito usada nas lagers claras desta região, são suavemente adocicadas e contribuem positivamente na refrescância destas cervejas. Consegui os lúpulos na minha última visita à Nancy, durante o Salon du Brasseur e estava mais que curioso para usá-los. Optei então por fazer uma blond ale especial usando malte Pilsen de base completado com os maltes Vienne e Abbey. No final da fervura ainda temperamos com algumas ervas e especiarias belgas para participar do aroma e deixar um suave gosto característico. A eficiência foi bem legal, passou os 90% o que resultará numa cerveja um pouco mais alcoólica do que havíamos previsto (ficará entre 6,5 e 7% ABV), isso se o fermento trabalhar como previsto. O fermento inoculado foi o Belgian Strong Ale.
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Bruxelas |
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Qua, 14 de Abril de 2010 15:43 |
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O destaque da passagem por Bruxelas na semana pasada ficou para o Cellier Chez Moeder Lambic, uma casa de degustações dedicada exclusivamente para cervejas artesanais e que no ano passado inaugurou uma nova fase, mais focada na qualidade, não se preocupando tanto com a quantidade de rótulos oferecidos embora sua oferta seja enorme e já traga 25 anos de tradição como templo da cerveja.

O estabelicimento fica atrás do Hotel de Ville de Saint Gilles, no bairro de mesmo nome localizado ao sul do centro turístico de Bruxelas. O lugar é pitoresco, fica numa rua agradável e pouco movimentada. O ambiente é despojado, mais universitário que turístico, com boas mesas de madeira maciça num espaço pequeno, mas simpático. O melhor é chegar cedo para aproveitar a variedade com calma, pois logo a casa enche e as atenções tornam-se variadas.

O estabelecimento passou recentemente por uma reforma e encontrou uma relação mais próxima com o público e com as micro cervejarias artesanais, reelaborando sua carta e organizando noites especiais de descobertas com degustações artesanais de diferentes regiões. A diversidade da carta é excepcional e a cada semana rolam apresentações de diferentes bières en fût de micro cervejarias variadas colocando-se a disposição essas descobertas regionais na pressão.
Foi justamente com essas apresentações que resolvi começar a degustação.
As descobertas foram estas :

Taras Boulde (4,5 %ABV) da Bresserie de La Senne
Suave blonde com agradável amargor refrescante e perfume de lúpulo interessante. Leve e marcante, excelente pedida para começar a degustação.
Guldenberg (8,5 %ABV) da Brasserie De Ranke
Esta blonde reforçada tem sua tradição e seus fiéis seguidores. O destaque é para o corpo bem balanceado e o final bem resolvido que pronuncia o amargor com personalidade.
Valeir blond (6,5%ABV) Brouwerij Contreras
Blonde elegante de corpo muito bem balanceado, maltada com ótimo aroma sugerindo limão e morango fresco.
Veja aqui as fotos das três blondes e do Moeder Lambic de Saint Gilles, Bruxelas
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Pausa merecida e necessária |
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Qui, 08 de Abril de 2010 20:04 |
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Nestes últimos oito dias tive a oportunidade de atravessar a Bélgica e a Holanda para revisitar um pouco do universo cervejeiro dessas regiões, o que acabou sendo muito bem acompanhado por degustações marcantes e surpresas agradáveis.
Foi iniciando o mês de abril na abadia trapista de Achel no norte Vlaanderen belga e terminando no Moeder Lambic em Bruxelas ontem à tarde, que finalmente retornei ao lar com a mala cheia de souvenir e histórias. Postarei então nos próximos dias algumas passagens interessantes e lugares imperdíveis e também comentarei alguns produtos locais de grande qualidade.
As visitas sucederam-se e acabei revisitando três abadias trapistas, alguns estabelecimentos reputados pela boa cerveja artesanal, distribuidores de insumos, regiões de produção de lúpulos com uma parada na Brouwerij St.Bernard que fica na Trappistenweg em Watou e até uma visita no Museu da Heineken em Amsterdam rolou após 15 anos da minha primeira visita em dezembro de 1994.
Outras curiosidades compartilharam meus últimos dias e muitas imagens legais surgiram me informando e me inspirando para próximas fabricações.
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Steam Dream |
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Sáb, 27 de Março de 2010 23:55 |
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Com a recuperação do fermento California Lager purgado da primeira americana do ano, resolvi fazer mais uma Calfornia Common Beer, desta vez tentando aproximar-se mais do exemplo comercial, a Anchor Steam Beer.
Modifiquei levemente a receita, simplificando-a e usei apenas o lúpulo Northern Brewer, dividindo sua introdução entre 28% para dar o amargor (durante 60 minutos na fervura para isomerizar os ácidos alfa) 35% para participar no gosto (durante 20min) e 37 % da quantidade adicionada no final, momentos antes de desligar a panela para que menos óleos aromáticos sejam perdidos na evaporação e mais aroma de lúpulo seja retido. A quantidade total de lúpulos usada foi responsável para atingir os 35 IBU.
A idéia com esta produção em serie desses estilos californianos é entender sutilezas nas pequenas mudanças de uma receita à outra, como por exemplo, na mudança de lúpulos, nas combinações de maltes ou ainda na contribuição dos diferentes fermentos usados (California Lager e US-05 ).
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Maturação das americanas |
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Qua, 24 de Março de 2010 21:24 |
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Já estão maturando, na temperatura de 8°C, as duas cervejas feitas nos estilos americanos California Common Beer e American Amber Ale. Ontem já havia transferido a First California após duas boas semanas na fermentação primária e hoje veio acompanhá-la a US Amber que precisou apenas nove dias de primária. As duas foram mantidas na temperatura de 16°C durante essa primeira fase de fermentação.
Agora ficarão pelo menos mais vinte dias em temperaturas de 8°C para finalizar o processo de fermentação e iniciar uma fase de acondicionamento onde ocorrerá uma decantação mais fina que clarificará um pouco mais o âmbar translúcido e ajudará na redução do acetaldeído, do diacetil e dos sulfetos de dimetilo (DMS), purificando assim o gosto da cerveja final com a decantação não só do fermento remanescente, mas também de outras partículas em suspensão não interessantes mas que são presentes nas matérias primas usadas no processo de fabricação.
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Dedicado à cerveja artesanal |
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Sáb, 20 de Março de 2010 19:05 |
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Esse blog é dedicado à cerveja artesanal e serve de plataforma na internet para alimentar um jornal de brassagens, reunindo realizações, reportando visitas aos locais de produção e publicando notas, relatos e reflexões sobre a fabricação de cervejas artesanais.
Com a colaboração de amigos que compartilham a mesma paixão pretendo melhorar o blog com opções de ferramentas de trabalho instaladas como tabelas, listas ou calculadoras que colaborem com a construção de receitas e que possibilitam uma pesquisa facilitada.
Desejo aos visitantes uma navegação maltada e envolvida de lúpulos perfumados para que todos possam ter uma excelente eficiência e atenuações exatas para saborear o melhor de todo esse trabalhoso processo, a degustação de nossas próprias cervejas!
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American Cascade Hop |
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Seg, 15 de Março de 2010 18:16 |
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Foi bem lupulado o final de semana dos garagistas da cerveja. Com uma US Amber no roteiro, tínhamos na pauta também a degustação de nove rótulos das Flying Dog(s) e a tentativa de recuperação de nobres fermentos a partir de garrafas de 750 ml quardadas alguns meses em temperaturas entre 3°C e 5°C o que permitiu uma excelente decantação do fermento no fundo da garrafa.

André veio de Zurique pela manhã trazendo um pacote de lúpulos americanos. Trouxe o Cascade granulado e em flor para temperarmos a nova façanha, a Les Garagistes US Amber, cerveja brassada no estilo American Amber Ale.
O Lúpulo Cascade é muito popular entre os cervejeiros americanos usado com frequência para aromatizar clássicas pale ales e outras. Originado no início da década de 70 em Oregon, foi desenvolvido por um programa do departamento de agricultura do Estados Unidos através de um cruzamento entre os lúpulos Fuggles e o Russian Serebrianker revelando características herbaceas, florais e de citrus. O uso para dar o sabor e o aroma nas cervejas é o mais respondido, mas também é usado no amargor das cervejas. Após finalizarmos os tabalhos de brassagem, inoculamos o fermento US-05 e iniciamos a degustação do set de rótulos da Flying Dog Brewery, micro cervejaria americana que se destaca por seus rótulos malucos e por seus estilos variados que revisitam clássicos ingleses, belgas, alemães ou americanos com interpretações ousadas e inusitadas de seus temas !
Fotos aqui
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A Brasseria não para ! |
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Qui, 11 de Março de 2010 20:57 |
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Esta semana engarrafamos a nova BLOND 6 que estará disponível para degustação a partir de maio. Sem dúvida abriremos as primeiras garrafas já em meados de abril. Para este sábado já esta marcada a brassagem de mais uma americana, desta vez uma American Amber Ale, aproveitando a inspiração dos ventos californianos e a participação especial do André Braga, que virá especialmente de Zurique com os lúpulos Cascade (em cones de flor) que serão usados tanto na brassagem como no dry hopping durante a maturação.
A American Amber Ale foi conhecida simplesmente por Red Ale e popularizou-se no norde da California e na costa norte do pacífico entre apreciadores de cervejas um pouco mais lupuladas com típicas características de uma pale ale americana levemente mais encorpada, revelando notas de caramelo num equlíbrio que prevale o malte ao lúpulo apesar deste bem presente.
Um exemplo comercial do estilo seria a North Coast Red Seal Ale ou a Anderson Valley Boont Amber.
No mesmo sábado após término dos trabalhos, iniciaremos uma degustação do set de rótulos das também artesanais americanas Flying Dogs compartilhando em sintonia com o BREJAS que também estará em meio degustações das mesmas.
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California Lager |
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Sáb, 06 de Março de 2010 23:29 |
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Bons ventos chegaram neste sábado diretamente da Califórnia. Já estava na hora de experimentar o fermento da típica Steam Beer da costa oeste americana e aproveitei a chegada de um amigo vindo de lá para fazer neste sábado uma cerveja no estilo California Common Beer. Os trabalhos iniciaram-se no começo da tarde após almoço harmonizado com algumas artesanais da casa. Foi inaugurada previamente a Tripel 2010, seguida da Miga Specialty Ale, cerveja brassada em setembro de 2009 que atingiu sua maturidade nessas semanas.
O objetivo com a First California era alcançar uma cerveja refrescante, leve, fácil, suavemente frutada e caramelizada com um corpo médio agradável e um perfil lupulado mas sem excesso. Com o malte pale ale de base, construimos uma amber com parcelas de munique e maltes caramelizados ou ainda tostados. A eficiência foi boa (88%) e atingimos 1056 de OG (Gravidade Original) , pulando um pouquinho fora do limite do estilo, mas queriamos mesmo chegar numa versão mais "forte", sem extremos claro, e que ainda permitisse uma cerveja fácil de tomar para os dias quentes de verão.
O fermento inoculado foi o California Lager. A curiosidade deste fermento é justamente a possibilidade de usar temperaturas um pouco mais elevadas das habituais usadas com fermentos lagers. Experimentaremos a temperatura de 16°C. Creio que o ideal seria 17°C, mas veremos o resultado, já que é esta a temperatura que disponho no momento. De qualquer maneira pretendo purgar e salvar as próximas levas do fermento para fazer outras receitas e quem sabe tentar outras temperaturas de fermentação.
O estilo é um clássico americano que foi principalmente fabricado na costa oeste e muito popular no final do século XIX até a instauração da proibição de bebidas alcoólicas. Depois da lei seca o único exemplo comercial original do estilo (que adotou inclusive a denominação Steam) é a Anchor Steam Beer da Anchor Brewing Company.
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Strong Sunday |
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Dom, 28 de Fevereiro de 2010 22:14 |
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Saiu hoje uma nova leva da Dark Strong Ale da casa, a Strong Miga 10, brassada especialmente em homenagem à inauguração da nova sede da AcervA Paulista no Bar Brejas uma vez que não pude estar presente neste glorioso evento, preparei uma belga de peso para ser em breve degustada com toda a turma da Acerva e do BREJAS.

Os preparativos começaram no sábado à noite quando foram moídos os maltes e elaborado o procedimento a ser aplicado. Foram usados 7 tipos de maltes e o candi sirop belga. Esta sendo inevitável construir uma dark strong ale sem me inspirar nas westvleterens ou numa trapista robusta, saborosa. O caminho ainda é longo mas sigo nesta estrada persistindo, compreendendo as grandes cervejas e minhas possibilidades na sala de brassagem.

Tenho procurado simplificar minhas receitas, segurando a vontade de experimentar tudo que tenho disponível, na busca de um equilíbrio básico, estruturando um corpo adequado, e dando o tratamento merecido nos processos de fermentação e estocagem. Foram 6 horas de trabalho bem concentrado que iniciou-se às 9 deste domingo.

Devido à concentração dobrada, tudo rolou como previsto evitando improvisações ou atrasos. A surpresa foi a excepcional eficiência que me ofereceu um mosto com 1099 de gravidade inicial, o que após uma fermentação com boa atenuação se transformará em 1024 nos possibilitando os 10% ABV tão desejados para nova leva desta belga prevista para ser degustada no final do ano !
Veja as imagens desta "super produção"
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Salon du Brasseur à St Nicolas-de-Port |
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Ter, 23 de Fevereiro de 2010 19:06 |
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Aconteceu neste final de semana na cidade francesa de Saint Nicolas-de-Port a 11° edição do Salon du Brasseur, feira que reúne os principais articuladores do universo da cerveja artesanal francesa, encontro incontornável para todos os cervejeiros caseiros da França.

Localizada nas redondezas da cidade de Nancy (onde se encontra a ENSAIA faculdade de engenharia alimentar que possibilita uma especialização em Brasserie) Saint Nicolas-de-Port é conhecida pela sua belíssima basílica gótica do século XVI mas também pelo seu Musée Français de la Brasserie que organiza cada ano o Salon du Brasseur.
Foram três dias do Salon, com direito a estandes de informação e demonstração, representantes de distribuidores de insumos, materiais com soluções inovadoras e interessantes conferências ministradas por especialistas da área.
Os dois primeiros dias da feira (sexta e sábado) foram direcionados para profissionais e amadores (experientes ou debutantes) que desfrutaram não apenas dos estandes, mas participaram em peso das excelentes conferências.
No domingo, último dia do encontro, o formato foi adaptado para receber o grande público (leigos ou novos interessados) que puderam descobrir as matérias primas e os processos de brassagens assim como degustar cervejas artesanais oferecidas por diversos cervejeiros caseiros presentes na feira.
No sábado à noite também foram divulgados os resultados do concours national de bières também organizado pelo Musée Français de la Brasserie e que é referencial para profissionais e amadores.

Mas o destaque do encontro fica sem dúvida para as conferências. No primeiro dia foram abordados temas da microbiologia e malteria assim como processos de refermentação. No segundo dia mergulhamos nos custos de produção e também compreendemos o aproveitamento de sub-produtos gerados pela fabricação de cervejas.
Foram “dissecados” cada elemento que participa do cálculo do preço final de uma cerveja artesanal, a matéria prima, a embalagem, a distribuição, o equipamento e o material investido, os gastos fixos, tudo detalhado e proporcionalmente calculado para definir o preço do litro da cerveja produzida e adaptado ao mercado alvo.
Para terminar assistimos ao depoimento de um empreendedor que teve sucesso ao montar uma brasseria artesanal com baixos investimentos. Foram dicas, erros e estratégias a serem refletidas pelos futuros "micro cervejeiros".
Chapeau ! ... para os organizadores que mais uma vez conseguiram divulgar e informar com qualidade o que acontece de interessante na atualidade do mundo artesanal francês.
Mais fotos aqui
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A Old Ale também foi pra garrafa ! |
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Qua, 17 de Fevereiro de 2010 23:17 |
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 Foi para a garrafa a inglesa brassada em meados de janeiro. O fermento London Ale trabalhou muito bem alcançando boa atenuação resultando um volume alcóolico de 7,5 % ABV que chegará nos 7,7 % após primming e fermentação na garrafa.

A densidade final deve girar em torno dos 1021 e a cerveja parece estar bem interessante. Como é característica do estilo, a espera será longa, envelhecerá nas garrafas no porão por longos meses devendo ser revelada em outubro pelo menos. Tentarei quardar algumas garrafas por mais de um ano para perceber a evolução no tempo.
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Tripel na garrafa ! |
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Seg, 15 de Fevereiro de 2010 22:46 |
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Agora é só esperar a fermentação na garrafa, deixá-la amadurecer uns meses para apreciarmos a primeira cerveja engarrafada em 2010. Brassada no segundo dia do ano, um sábado à noite com as participações de Sylvio de Amsterdam e Alex de Genebra, a tripel levou muita cevada completada com trigo malteado e flocos de aveia. Na receita ainda permitidos coentro, cascas de laranja e mel. A cerveja chegou nos 8% ABV e merece um descanso para um bom equilíbrio de sabores.
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Miga Proibido |
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Dom, 07 de Fevereiro de 2010 17:49 |
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Ontem finalmente brassei minha primeira interpretação da Verboden Vrucht da Hoegaarden ! Já no ano passado quando chegou na minha mão o fermento original dessa beldade da Hoegaarden, comecei a refletir numa receita inspirada nela, sem conhecer sua formula original. A partir de algumas degustações montei uma receita a base de pilsen com uma pequena porcentagem de trigo malteado, caramelizado e em flocos, além é claro de alguns maltes especiais em pequenas quantidades.
A idéia era trabalhar em cima do estilo 16E Belgian Specialty Ale (estilo bem polivalente) mas deixá-la também se enquadrar (não fugir muito) do estilo 18b Belgian Dubbel sem limitar o volume alcóolico. Minha preocupação focalizou-se na composição dos maltes na busca de um sabor inspirado e não clonado do sabor criado pela Hoegaarden, prestando atenção para que a cor da cerveja também se aproximasse da original.
O resultado do mosto foi bem positivo, foi alcançado 1084 de gravidade original permitida por uma eficiência generosa de 88 %. O mosto resultante apresentou a cor desejada, um amber escuro translúcido levemente avermelhado !
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Doppel Miga Bock |
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Sáb, 30 de Janeiro de 2010 19:34 |
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Foi aprovada pelo Staff da brasseria do Miga a mais nova lager da casa, produzida durante o mês de novembro 2009, fermentando e maturando durante boas seis semanas à baixas temperaturas. Acredito que as temperaturas foram respeitadas e foi alcançada uma boa atenuação. Degustadas as amostras que sairam de um barril de 5 litros, a cerveja revelou-se deliciosa, forte, bem carbonatada e produzindo o efeito "chope", creme saboroso e interessante. Na boca ela chega encorpada, exprimindo notas de malte munique e caramelo bem balanceados. Os 7,7% ABV sustentam o conjunto de maneira harmonizada neutralizando o leve adocicado que ficou sutíl deixando-a fácil de beber e proporcionando um retorno refrescante ! Seu amargor gira em torno dos 21 IBU !
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Miga Old Ale |
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Dom, 17 de Janeiro de 2010 18:23 |
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Saiu hoje a primeira inglesa do ano ! Usando malte pale ale de base (85%) e pequenas quantidades de maltes cristal com uma pitata de black malte, experimentei finalmente o treacle inglês, acrescentando um pouco de target para o amargor e de Challenger no final da ebulição. Acabei usando o fermento London Ale purgado da última IPA brassada no final de 2009. A resultado do mosto foi interessante, chegamos nos 1.081 de gravidade inicial resultado de uma eficiência interessante de 82%.
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A arte da degustação |
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Qui, 14 de Janeiro de 2010 22:25 |
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Minha iniciação na arte de degustar cervejas deve ter acontecido nos últimos anos da década de 90, quando como muitos confrades fui apresentado à uma Chimay Bleue, numa brasseria francesa por um amigo americano.
O impacto daquela trapista num final de tarde frio e azul alaranjado foi inesquecível. Era fevereiro e fazia frio mesmo, alguma coisa em torno dos -4°C. Encontramos uma simpática brasseria para aquecer os ossos e acareciar o estómago e quando abrimos o cardápio descobrimos que a casa sugeria uma interessante diversidade em cervejas francesas e belgas.
Após rápida consulta na carta fui imediatamente abordado por uma pergunta exclamativa: -- Você já conheceu a Chimay Bleu ? A pergunta foi ainda mais repercutante já que vinha de um velho companheiro de copo e patrocinador de muitos chopes e populares lagers nacionais e tantas outras standard american lagers nos Estados Unidos uma década antes de tudo isso.
A chegada triunfante desta cerveja na mesa revelou a tradição e o estilo reservado com exclusividade para sua degustação. Sua apresentação denunciava todo o caráter de uma cerveja encorpada com um creme generoso e suave aroma especial. Uma vez depositado o copo original em minha frente, o garçon derrubou o líguido gentilmente até completar metade do copo e encaixou a garrafinha gorda descontraidamente ao lado do copo.
Lembro-me bem da impressão despertada pelo primeiro gole, bem carbonatado, a experiência foi única, a cerveja tomou conta de tudo, chegou com força e foi impondo seu robusto na refrescância seca, no final longo e suavemente caramelizado.
Após esse dia começei a prestar mais atenção nos distribuidores de bebidas que eu frequentava até encontrá-la disponível em um preço muito mais interessante que o praticado naquela brasseria. Não só achei o que procurava como também descobri todo um universo belga por algum tempo ocultado pela minhas descobertas nas regiões da Bohemia e Bavaria !
Essa revelação me permitiu mais tarde ...
... Como a maioria dos brasileiros que adoram uma loira gelada, atravessei a década de 80 acompanhado de populares lagers nacionais, chopes com bons colarinhos (o top era tomar no Leo, no Pinguim) rolou também latas de lagers nacionais e outras holandesas que chegavam ao Brasil já nos anos 90. A ordem na época era de que quanto mais gelada melhor e diziámos : -- "...Esta está trincando !" . Hoje tudo mudou, o conceito de gelado varia entre estilos, lugares e momentos e a harmonização com alimentos acabou dominando as ecolhas e otimizando a qualidade de degustação ...
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Dom, 10 de Janeiro de 2010 20:10 |
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2010 começou à todo vapor depois de uma merecida e repousante pausa nas duas últimas semanas de 2009, ano de gestação e nascimento da minha produção artesanal de cervejas.
Neste intervalo de tempo foi possível fazer um bilão, refletir os resultados obtidos, as precipitações ou as acertividades no exercício da brassagem e do controle de temperaturas, conhecendo como funciona o meu equipamento, a eficiência do sistema e principalmente compreendendo as diferênças entre os maltes, as proporções dos açucares fermentáveis e da dextrina extraidos, entendendo também a variação de quantidades e estilos de lúpulos nos diferentes tempos de ebulição e finalmente se dedicando com atenção ao processo de fermentação, de harmazenamento, da higiêne e sanitização exigida nos processos cruciais, de resfriamento, de inoculação de fermentos, de transferência de baldes fermentadores ou no engarrafamento.
A decisão de começar a fabricação de minhas próprias cervejas veio sendo construida já nas primeiras semanas de 2009 quando surgiram e sucederam-se oportunidades e acontecimentos.
A aventura do BREJAS que começou com os primeiros rankings em 2004 me permitiu reforçar a curiosidade e aprofundar o conhecimento sobre cervejas e já em 2007 algumas brasserias artesanais faziam parte da minha rota de viagens constantes.
Tudo isso permitiu mais recentemente um mergulho no mundo artesanal e abriu a porta entre a sala da mesa do bar para a sala de brassagem propriamente dita. Logo após ter participado de uma primeira brassagem artesanal, a fabricação de cervejas transformou-se em uma conquista necessária, e o processo de aprendizagem um puro prazer.
Finalmente em um sábado de agosto de 2009 a façanha foi realizada depois de meses de preparação com leituras, pesquisas de fornecedores de material necessário e inúmeras consultas com amigos, blogs e sites especializados. Nesta tarde de sábado consegui reunir tudo que precisava para seguir detalhadamente um procedimento de brassagem que trabalhei durante algumas semanas, corrigindo e escrevendo várias vezes.
Os trabalhos de fabricação das minhas cervejas artesanais de 2009 extenderam-se intensivamente até meados de dezembro com um saldo de 15 realizações, o que produziu alguma coisa próxima dos 300 litros de cervejas engarrafadas ! Em 2010 o entusiasmo e a motivação duplicaram e logo no 2° dia do ano brassamos a primeira cerveja 2010, uma ale tripel belga que aproveitou os insumos disponíveis e prontos para serem usados após a pausa de final de ano.
O ano inicia-se prometor já que o stock de maltes não moidos já foi garantido e a aquisição de um excelente moinho de maltes trouxe precisão e eficiência !
Inicio esse blog em meio entusiasmo e necessidade de criar uma plataforma de apóio com um jornal da minha pequena produção artesanal.
Fica meu agradecimento à todos aqueles que colaboraram, suportaram, participaram, me influenciaram e me permitiram realizar tudo isso em 2009. Roberta, Théo, Nicolas, Cely, Alex, André, A turma do BREJAS, Dani, Theo, Sylvio, Isbela, Megui e tantos outros amigos que nos abrem as portas com generosidade.
Desejo a todos um ano com muita criação e produção acompanhada de interessantes degustações artesanais. E claro, muita saúde e organização pra todos alcançarmos nossos objetivos neste ano.
Um excelente ano 2010 para todos !
Abraços
Miga
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